{"id":1743,"date":"2026-09-24T12:03:05","date_gmt":"2026-09-24T10:03:05","guid":{"rendered":"https:\/\/impulsione.medscp.com\/?page_id=1743"},"modified":"2026-09-24T12:11:22","modified_gmt":"2026-09-24T10:11:22","slug":"neurologia-artigos-fosfatase-alcalina-baixa-uma-pista-simples-para-reduzir-o-atraso-diagnostico","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/impulsione.medscp.com\/index.php\/neurologia-artigos-fosfatase-alcalina-baixa-uma-pista-simples-para-reduzir-o-atraso-diagnostico\/","title":{"rendered":"Neurologia &#8211; Artigos &#8211; Fosfatase alcalina baixa: uma pista simples para reduzir o atraso diagn\u00f3stico"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"1743\" class=\"elementor elementor-1743\" data-elementor-post-type=\"page\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2b1578c e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"2b1578c\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d8c67c4 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"d8c67c4\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-db4f915 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"db4f915\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-a8f7586 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"a8f7586\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-25bdd40 elementor-align-justify elementor-widget elementor-widget-button\" data-id=\"25bdd40\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"button.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a class=\"elementor-button elementor-button-link elementor-size-sm\" href=\"https:\/\/impulsione.medscp.com\/index.php\/especialidades\/?area=neurologia\">\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-button-content-wrapper\">\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-button-icon\">\n\t\t\t\t<svg aria-hidden=\"true\" class=\"e-font-icon-svg e-fas-arrow-left\" viewBox=\"0 0 448 512\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\"><path d=\"M257.5 445.1l-22.2 22.2c-9.4 9.4-24.6 9.4-33.9 0L7 273c-9.4-9.4-9.4-24.6 0-33.9L201.4 44.7c9.4-9.4 24.6-9.4 33.9 0l22.2 22.2c9.5 9.5 9.3 25-.4 34.3L136.6 216H424c13.3 0 24 10.7 24 24v32c0 13.3-10.7 24-24 24H136.6l120.5 114.8c9.8 9.3 10 24.8.4 34.3z\"><\/path><\/svg>\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-button-text\">Voltar<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-8cb6302 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"8cb6302\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b22a5b6 elementor-align-left elementor-widget elementor-widget-button\" data-id=\"b22a5b6\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"button.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a class=\"elementor-button elementor-button-link elementor-size-sm\" href=\"https:\/\/impulsione.medscp.com\/index.php\/neurologia-artigos\/\">\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-button-content-wrapper\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-button-text\">Miastenia Gravis na pr\u00e1tica cl\u00ednica<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5c417b1 elementor-align-left elementor-widget elementor-widget-button\" data-id=\"5c417b1\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"button.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<a class=\"elementor-button elementor-button-link elementor-size-sm\" href=\"https:\/\/impulsione.medscp.com\/index.php\/neurologia-artigos-fosfatase-alcalina-baixa-uma-pista-simples-para-reduzir-o-atraso-diagnostico\/\">\n\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-button-content-wrapper\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"elementor-button-text\">Fosfatase alcalina baixa<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t<\/a>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-ecba7ff elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"ecba7ff\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">Neurologia \/ Artigos<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c3967f3 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"c3967f3\" data-element_type=\"container\" data-e-type=\"container\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-46e6fe3 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"46e6fe3\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\"><p style=\"color: ##83005\">Fosfatase alcalina baixa: uma pista simples para reduzir o atraso diagn\u00f3sticoSuspeitar cedo, encaminhar r\u00e1pido e tratar melhor<\/p><\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5988e9d elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"5988e9d\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\tA hipofosfatasia (HPP) \u00e9 uma doen\u00e7a metab\u00f3lica heredit\u00e1ria rara, geralmente associada a variantes patog\u00eanicas no gene ALPL, que codifica a fosfatase alcalina n\u00e3o espec\u00edfica de tecido (TNSALP), enzima essencial para a mineraliza\u00e7\u00e3o \u00f3ssea e dent\u00e1ria e para o metabolismo do piridoxal-5&#8242;-fosfato (PLP), a forma circulante da vitamina B6. Sua defici\u00eancia leva ao ac\u00famulo extracelular de seus substratos, especialmente do pirofosfato inorg\u00e2nico (PPi), um potente inibidor da mineraliza\u00e7\u00e3o. Como consequ\u00eancia, ocorre comprometimento da forma\u00e7\u00e3o de cristais de hidroxiapatita de c\u00e1lcio e, consequentemente, da mineraliza\u00e7\u00e3o \u00f3ssea, resultando em manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas que variam desde formas perinatais letais at\u00e9 quadros leves diagnosticados apenas na vida adulta. Apesar dessa ampla heterogeneidade fenot\u00edpica, uma pista diagn\u00f3stica simples frequentemente est\u00e1 presente em exames de rotina: a fosfatase alcalina s\u00e9rica persistentemente baixa [1-3].\n<br><br>\nPara compreender os principais desafios envolvidos no diagn\u00f3stico da hipofosfatasia (HPP), os equ\u00edvocos mais frequentes e as estrat\u00e9gias que podem encurtar a jornada at\u00e9 o reconhecimento da doen\u00e7a, conversamos com a endocrinologista <strong>Dra. Marise Lazaretti-Castro.<\/strong> Professora da Disciplina de Endocrinologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (EPM-Unifesp), ela chefia o Setor de Doen\u00e7as Osteometab\u00f3licas e o Servi\u00e7o de Densitometria \u00d3ssea da institui\u00e7\u00e3o, com ampla atua\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e acad\u00eamica no campo do metabolismo \u00f3sseo e mineral. Na entrevista, a especialista discute a interpreta\u00e7\u00e3o dos exames, a atua\u00e7\u00e3o multidisciplinar e como o diagn\u00f3stico precoce pode evitar condutas inadequadas e melhorar a qualidade de vida.\n<br><br>\n<strong>Medscape:<\/strong> Qual \u00e9 hoje o principal desafio para que a hipofosfatasia seja considerada desde a primeira avalia\u00e7\u00e3o?\n<br><br>\n<strong>Dra. Marise Lazaretti-Castro:<\/strong> Acho que o principal desafio \u00e9 que os m\u00e9dicos pensem nela e se lembrem de inclu\u00ed-la entre os diagn\u00f3sticos diferenciais. O diagn\u00f3stico depende de um exame muito simples e corriqueiro na pr\u00e1tica cl\u00ednica: a dosagem da fosfatase alcalina no sangue. O problema \u00e9 que o m\u00e9dico geralmente presta aten\u00e7\u00e3o quando ela est\u00e1 alta, mas nem sempre valoriza quando est\u00e1 baixa. Por isso, a doen\u00e7a pode passar despercebida durante muitos anos, apesar de o exame j\u00e1 oferecer uma pista muito importante.\n<br><br>\n<strong>Medscape:<\/strong> Como costuma ser a jornada do paciente at\u00e9 o diagn\u00f3stico definitivo?\n<br><br>\n<strong>Dra. Marise Lazaretti-Castro: <\/strong>Frequentemente \u00e9 uma jornada longa, especialmente nos adultos. Acompanho um paciente cujo diagn\u00f3stico foi feito aos 45 anos, apesar de ele ter sido tratado como portador de raquitismo desde a inf\u00e2ncia. A suspeita surgiu depois que uma sobrinha recebeu o diagn\u00f3stico de hipofosfatasia e ele se perguntou se poderia ter a mesma condi\u00e7\u00e3o. Esse exemplo mostra a import\u00e2ncia de reconhecer caracter\u00edsticas diferentes da rotina, considerar doen\u00e7as raras e investigar os familiares quando um caso \u00e9 identificado.\n<br><br>\n<strong>Medscape:<\/strong> Quais manifesta\u00e7\u00f5es podem ajudar os profissionais a suspeitar da doen\u00e7a em diferentes idades?\n<br><br>\n<strong>Dra. Marise Lazaretti-Castro: <\/strong>Nas formas graves do rec\u00e9m-nascido, podem ocorrer convuls\u00f5es responsivas \u00e0 vitamina B6, altera\u00e7\u00f5es \u00f3sseas, pneumonias de repeti\u00e7\u00e3o e comprometimento respirat\u00f3rio. Durante a inf\u00e2ncia, chamam aten\u00e7\u00e3o o atraso do crescimento, a dificuldade para caminhar, as deformidades dos membros e a perda precoce dos dentes de leite. Nessa condi\u00e7\u00e3o, o dente pode sair inteiro, com a raiz preservada, diferentemente da queda habitual. No adulto, podem aparecer dor musculoesquel\u00e9tica, pseudofraturas que n\u00e3o consolidam, condrocalcinose, altera\u00e7\u00f5es articulares e limita\u00e7\u00e3o funcional [1-3,5-6].\n<br><br>\n<strong>Medscape:<\/strong> Quais diagn\u00f3sticos diferenciais geram maior confus\u00e3o?\n<br><br>\n<strong>Dra. Marise Lazaretti-Castro:<\/strong> O principal diagn\u00f3stico diferencial na inf\u00e2ncia \u00e9 o raquitismo. As duas condi\u00e7\u00f5es podem causar deformidades esquel\u00e9ticas, mas, no raquitismo, a fosfatase alcalina costuma estar alta; na hipofosfatasia, est\u00e1 abaixo do normal. Nos adultos, a doen\u00e7a pode ser confundida com osteomal\u00e1cia, osteoporose, osteoartrite ou condrocalcinose. Essa diferencia\u00e7\u00e3o \u00e9 importante porque o tratamento n\u00e3o \u00e9 necessariamente o mesmo. Quando o quadro \u00e9 interpretado como osteoporose, por exemplo, o uso de bisfosfonatos ou denosumabe exige cautela, pois pode aumentar o risco de fraturas at\u00edpicas [3,6].\n<br><br>\n<strong>Medscape:<\/strong> Quais profissionais devem estar particularmente atentos aos sinais da HPP?\n<br><br>\n<strong>Dra. Marise Lazaretti-Castro:<\/strong> O neonatologista pode reconhecer as formas graves no rec\u00e9m-nascido; o pediatra deve observar crescimento, marcha e deformidades; e o dentista pode identificar a perda dent\u00e1ria precoce com a raiz intacta. Endocrinologistas e ortopedistas costumam receber pacientes com suspeita de raquitismo, osteoporose, fraturas ou deformidades, inclusive depois de cirurgias ortop\u00e9dicas. O reumatologista tamb\u00e9m deve considerar a doen\u00e7a diante de condrocalcinose e manifesta\u00e7\u00f5es articulares. A suspeita pode surgir em v\u00e1rias especialidades, antes de o paciente chegar ao geneticista.\n<br><br>\n<strong>Medscape:<\/strong> Como a fosfatase alcalina deve ser interpretada na investiga\u00e7\u00e3o?\n<br><br>\n<strong>Dra. Marise Lazaretti-Castro: <\/strong>Ela precisa estar persistentemente baixa. N\u00e3o basta uma \u00fanica dosagem: \u00e9 necess\u00e1rio repetir o exame duas ou tr\u00eas vezes e afastar outras causas de hipofosfatasemia, inclusive condi\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e medicamentos. Tamb\u00e9m \u00e9 fundamental usar valores de refer\u00eancia adequados para idade e sexo. A crian\u00e7a normalmente apresenta fosfatase alcalina mais alta que o adulto; se o laborat\u00f3rio utilizar apenas a faixa adulta, um resultado anormalmente baixo pode parecer normal e o diagn\u00f3stico ser\u00e1 perdido [1-3].\n<br><br>\n<strong>Medscape:<\/strong> Quais exames complementares ajudam a confirmar o diagn\u00f3stico?\n<br><br>\n<strong>Dra. Marise Lazaretti-Castro:<\/strong> Quando h\u00e1 suspeita, a dosagem de piridoxal-5-fosfato, a forma circulante da vitamina B6, pode contribuir porque costuma estar elevada, j\u00e1 que a TNSALP \u00e9 necess\u00e1ria para convers\u00e3o de piridoxal-5-fosfato em piridoxal (PL), para que a vitamina B6 consiga ser internalizada nas c\u00e9lulas. Uma fosfatase alcalina persistentemente baixa, vitamina B6 aumentada e quadro cl\u00ednico compat\u00edvel fecham o diagn\u00f3stico. O estudo gen\u00e9tico do gene ALPL \u00e9 importante nos casos duvidosos, na investiga\u00e7\u00e3o familiar e no aconselhamento gen\u00e9tico, mas n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio para todos os pacientes e uma variante n\u00e3o identificada n\u00e3o exclui o diagn\u00f3stico quando os achados cl\u00ednicos e laboratoriais s\u00e3o consistentes [1-3].\n<br><br>\n<strong>Medscape:<\/strong> Quais s\u00e3o as consequ\u00eancias do diagn\u00f3stico tardio?\n<br><br>\n<strong>Dra. Marise Lazaretti-Castro:<\/strong> Nas formas neonatais graves, o atraso pode significar mortalidade muito elevada. Na inf\u00e2ncia, pode levar a deformidades, perda da mobilidade, dor, pseudofraturas e cirurgias desnecess\u00e1rias [3]. Um exemplo marcante \u00e9 o primeiro paciente tratado com asfotase alfa no Brasil, portador da forma perinatal\/infantil da doen\u00e7a. Diagnosticado aos 2 anos e 8 meses e tratado antes dos 3 anos de idade, atualmente est\u00e1 com 12 anos. Sem a terapia, sua expectativa de vida, qualidade de vida e independ\u00eancia funcional estariam gravemente comprometidas. Hoje, apresenta importante ganho funcional, conseguindo correr, brincar e realizar atividades compat\u00edveis com sua idade [4].\n<br><br>\n<strong>Medscape:<\/strong> Como o tratamento e o acompanhamento multidisciplinar modificam a trajet\u00f3ria do paciente?\n<br><br>\n<strong>Dra. Marise Lazaretti-Castro: <\/strong>A reposi\u00e7\u00e3o enzim\u00e1tica com asfotase alfa pode modificar a hist\u00f3ria natural das formas de in\u00edcio pedi\u00e1trico. Nossa experi\u00eancia com o primeiro paciente tratado com asfotase alfa no Brasil, que permanece em acompanhamento h\u00e1 cerca de uma d\u00e9cada, demonstrou melhora cl\u00ednica, bioqu\u00edmica e radiol\u00f3gica ap\u00f3s dois anos de terapia [4]. O acompanhamento deve envolver endocrinologista, ortopedista, fisioterapeuta, dentista e geneticista, conforme as manifesta\u00e7\u00f5es. O objetivo \u00e9 preservar a mobilidade, controlar a dor, cuidar da sa\u00fade bucal e prevenir complica\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m \u00e9 important\u00edssimo investigar os familiares, porque outros portadores podem ter passado a vida sem diagn\u00f3stico, al\u00e9m de orientar o planejamento reprodutivo quando indicado.\n<br><br>\n<strong>Medscape:<\/strong> Que mensagem final deixaria para os m\u00e9dicos?\n<br><br>\n<strong>Dra. Marise Lazaretti-Castro:<\/strong> Preste aten\u00e7\u00e3o na fosfatase alcalina quando ela estiver baixa tamb\u00e9m, e n\u00e3o apenas quando estiver alta. \u00c9 um exame solicitado com frequ\u00eancia e pode oferecer uma pista muito importante. Sempre que o quadro n\u00e3o se encaixar completamente nos diagn\u00f3sticos habituais, \u00e9 necess\u00e1rio manter um olhar curioso e investigar al\u00e9m da rotina. A possibilidade de tratamento tamb\u00e9m trouxe maior visibilidade \u00e0 doen\u00e7a. Quando se chega ao diagn\u00f3stico correto, \u00e9 poss\u00edvel mudar de forma significativa a trajet\u00f3ria e as perspectivas de vida do paciente.\n<br><br>\nAo longo da entrevista, a Dra. Marise refor\u00e7a que reduzir o atraso diagn\u00f3stico depende da valoriza\u00e7\u00e3o de uma altera\u00e7\u00e3o laboratorial simples no contexto cl\u00ednico adequado. Uma fosfatase alcalina persistentemente baixa, associada a um quadro cl\u00ednico compat\u00edvel e, quando presente, \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o do PLP, fortalece a suspeita diagn\u00f3stica. A confirma\u00e7\u00e3o resulta da integra\u00e7\u00e3o dos achados cl\u00ednicos, laboratoriais e, quando indicado, da an\u00e1lise gen\u00e9tica.\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-34f9269 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"34f9269\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-04d6e9e elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"04d6e9e\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<ol>\n \t<li>Khan AA, Brandi ML, Rush ET, et al. Hypophosphatasia diagnosis: current state of the art and proposed diagnostic criteria for children and adults. Osteoporos Int. 2024;35(3):431-438. doi:10.1007\/s00198-023-06844-1.<\/li>\n<li>Rush ET, Brandi ML, Khan AA, et al. Proposed diagnostic criteria for the diagnosis of hypophosphatasia in children and adolescents: results from the HPP International Working Group. Osteoporos Int. 2024;35(1):1-10. doi:10.1007\/s00198-023-06843-2.<\/li>\n<li>C\u00e1rdenas-Aguilera JG, Gonz\u00e1lez-L\u00f3pez V, Zarante-Baham\u00f3n AM, et al. Diagnosis, treatment, and follow-up of patients with hypophosphatasia. Endocrine. 2025;87:400-419. doi:10.1007\/s12020-024-04054-1.<\/li>\n<li>Reis FS, Gomes DC, Arantes HP, Lazaretti-Castro M. A two-year follow-up of asfotase alfa replacement in a patient with hypophosphatasia: clinical, biochemical, and radiological evaluation. Arch Endocrinol Metab. 2020;64(5):623-629. doi:10.20945\/2359-3997000000222.<\/li>\n<li>Mornet E. Hypophosphatasia. Orphanet J Rare Dis. 2007;2:40. doi:10.1186\/1750-1172-2-40.<\/li>\n<li>Bianchi ML, Bishop NJ, Gua\u00f1abens N, et al. Hypophosphatasia in adolescents and adults: overview of diagnosis and treatment. Osteoporos Int. 2020;31(8):1445-1460. doi:10.1007\/s00198-020-05345-9.<\/li>\n<\/ol>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voltar Miastenia Gravis na pr\u00e1tica cl\u00ednica Fosfatase alcalina baixa Neurologia \/ Artigos Fosfatase alcalina baixa: uma pista simples para reduzir o atraso diagn\u00f3sticoSuspeitar cedo, encaminhar r\u00e1pido e tratar melhor A hipofosfatasia (HPP) \u00e9 uma doen\u00e7a metab\u00f3lica heredit\u00e1ria rara, geralmente associada a variantes patog\u00eanicas no gene ALPL, que codifica a fosfatase alcalina n\u00e3o espec\u00edfica de tecido [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-1743","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/impulsione.medscp.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1743","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/impulsione.medscp.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/impulsione.medscp.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/impulsione.medscp.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/impulsione.medscp.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1743"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/impulsione.medscp.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1743\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1750,"href":"https:\/\/impulsione.medscp.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/1743\/revisions\/1750"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/impulsione.medscp.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1743"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}